quinta-feira, 19 de março de 2009

ATO PÚBLICO DE 31 DE MARÇO DE 2009 - PELO MARANHÃO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

DIA 31 DE MARÇO, VAMOS TODOS A PRAÇA DEODORO, GRANDE ATO-SHOW PELO MARANHÃO EM DEFESA DA DEMOCRACIA.

GOLPE NUNCA MAIS!!!!


DITADURA, PMDB E SARNEY!!!!!

Segunda-feira, 2 de Março de 2009
Por que a Folha não publica cartas de Ivan seixas? Veja o que ele conta sobre a 'ditadura'

Esse foi o regime político que o senador Sarney apoiou e participou. Ele era o presidente do partido da ditadura- Arena e depois PDS.

Ivan Seixas tinha 16 anos quando foi preso pela ditadura, ao lado do pai, Joaquim Alencar de Seixas. No dia 16 de abril de 1971, os dois foram levados para o DOI-CODI/OBAN, em São Paulo, e barbaramente torturados.

Ivan ficou indignado quando leu o editorial da “Folha de S. Paulo”, definindo a ditadura brasileira como “ditabranda”. Falei há pouco com ele por telefone, através de Hermílio Santos, ex-diretor de Relações Internacionais da UNE, em 90, na mesma gestão que eu era vice-presidente norte e atualmente professor da UFMG: “É muita arrogância dos Frias, ainda mais com os pés de barro que eles têm. Os Frias não têm direito de pontificar sobre a ditadura, até porque colaboraram com a ditadura”.

Ivan foi torturado pelo regime que tinha (e tem) apoio do jornal de OtavinhoIvan Seixas mandou duas cartas para a Redação da “Folha”, protestando. Nenhuma das duas foi publicada. Escreveu, também, para o Ombudsman. Nada.

Nesta última, fez referência ao passado nebuloso do grupo “Folha”, jornal que “empregava carros para nos capturar e entregar para sessões de interrogatórios, como sofremos eu e meu pai. Ninguém me contou, eu vi carro da “Folha” na porta da OBAN/DOI-CODI.”

Ivan sabe do que está falando quando diz que a “Folha” tem pés de barro nesse tema.Na madrugada do dia 17 de abril de 1971, poucas horas após a prisão dele e do pai, policiais a serviço da “ditabranda” tiraram Ivan da prisão para um “passeio” por São Paulo. Tomaram o caminho do Parque do Estado, uma área de mata fechada, próxima ao Jardim Zoológico. Lá, o jovem (algemado e desarmado) foi ameaçado várias vezes de fuzilamento. Os policiais - polidos como só acontecia na “ditabranda” brasileira - dispararam várias vezes bem ao lado da cabeça de Ivan.


Ele fechava os olhos e tinha certeza que morreria: tortura terrível. Mas, deixaram-no vivo, pra contar a história.

No caminho para o Parque do Estado, os funcionários da “ditabranda” pararam numa padaria, na antiga Estrada do Cursino. Desceram pra tomar café, deixando Ivan no “chiqueirinho” da viatura. Foi de lá que Ivan conseguiu observar a manchete da “Folha da Tarde” (jornal do grupo Frias), estampada na banca bem ao lado da padaria: o jornal anunciava a morte do pai dele, Joaquim.

Prestem bem atenção: a “Folha da Tarde” do dia 17 trazia manchete com a morte de Joaquim – que teria ocorrido dia 16. Só que, ao voltar de seu “passeio” com os policiais, Ivan encontrou o pai vivo e consciente, nas dependências do DOI-CODI. Joaquim só morreria – sob tortura – no próprio dia 17

Joaquim Seixas, morto e torturado: vejam como era branda a ditadura apoiada pelos FriasOu seja, o jornal da família Frias já sabia que Joaquim estava marcado pra morrer, e “adiantou” a notícia em um dia. Detalhe banal.

A historiadora Beatriz Kushnir publicou um livro em que conta essa e outras histórias mostrando os vínculos estreitos da família Frias com a ditadura.

http://www.viomundo.com.br/opiniao/unidade-caes-de-guarda-fala-da-midia-e-de-jornalistas-que-colaboraram-com-a-ditadura-militar/

Postado por Eri Santos Castro às 17:15 0 comentários Links para esta postagem

Marcadores: direitos humanos, ditadura militar, política
O ato contra a 'ditabranda'


Movimento dos Sem-Mídia marca protesto à frente da 'Folha'

“A organização não-governamental Movimento dos Sem-Mídia (MSM), fundada em 2007 e presidida por Eduardo Guimarães, vai organizar um ato contra a Folha de S.Paulo em 7 de março, sábado, às 10 horas. A manifestação vai ocorrer em frente à sede do jornal, na rua Barão de Limeira, em protesto contra o uso do termo “ditabranda” pela Folha.
Em editorial publicado no último dia 17, o jornal da família Frias desqualificou a Revolução Bolivariana de Hugo Chávez, em favor do regime militar no Brasil. Segundo o texto, “as chamadas ‘ditabrandas’ — caso do Brasil entre 1964 e 1985 — partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”.
A vergonhosa defesa da ditadura provocou uma enxurrada de cartas e e-mails de protesto ao jornal — que não só reiterou sua posição como também qualificou como também classificou como “cínica e mentirosa” a indignação dos professores Fábio Konder Comparato e Maria Benevides."

Sempre que houver absurdos como esse pelos meios de comunicação, a resposta tem que ser a altura do descalabro. Não nos calamos no passado, e não será agora que nos calaremos

O jornalista Melo comenta que a relação que os Frias tiveram com a ditadura é desde o seu nascedouro. Veja:
http://www.blogdomelo.blogspot.com/

Postado por Eri Santos Castro às 16:20 0 comentários Links para esta postagem

Marcadores: Comunicação, política
O efeito Jarbas será desastroso esta semana

O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) iniciou hoje um movimento no Congresso Nacional para dar mais transparência à indicação dos diretores das estatais. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) está também participando desse movimento, logo ele que já causou muitos estragos no PMDB ao dizer que o partido "é corrupto". Ele fará um pronunciamento no Senado ainda nesta semana.

Foram as denúncias do senador Jarbas que fizeram com que o presidente Lula não aderisse ao pensamento do ministro Lobão, de mudar o controle do Fundo Real Grandeza, de Furnas, para às mãos do PMDB famigerado. O patrimônio desse fundo é de R$ 6,3 bilhões. Toda essa operação estava sendo conduzida pelo ministro de Minas e energia, Edison Lobão, ligado ao PMDB de Renan Calheiros (AL) e ao senador Sarney (AP).


A ideia de Jarbas é tornar esses cargos exclusivos de funcionários de carreira, o que, na sua avaliação, ajudará a moralizar o setor público e profissionalizar o Executivo, além de excluir a partidarização da máquina administrativa.
Com sítio Vermelho

Postado por Eri Santos Castro às 13:53 0 comentários Links para esta postagem

Marcadores: política
E Lobão ainda é ministro?

Deu no Estadão

Fossem outros os tempos e os homens, o senador Edison Lobão (PMDB) teria se demitido do cargo de ministro de Minas e Energia no instante mesmo em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desautorizou expressamente manobra - que, segundo informou o presidente de Furnas, Carlos Nadalutti, era orientada pelo ministro - para destituir o presidente e o diretor-financeiro da Fundação Real Grandeza, o fundo de pensão dos funcionários de Furnas e da Eletronuclear.
(...)

Ao tomar conhecimento de que os funcionários das estatais organizavam protesto contra a destituição dos dois diretores do Real Grandeza e tinham o apoio de seus sindicatos, o presidente Lula convocou o ministro a seu gabinete e cobrou explicações, que obviamente não considerou satisfatórias e convincentes - tanto assim que mandou avisar aos funcionários e líderes sindicais que a programada reunião do conselho deliberativo da fundação não seria realizada. De fato, houve a reunião, mas os conselheiros se recusaram a deliberar sobre a destituição dos dois diretores.Antes de ir ao Palácio do Planalto, o ministro Lobão, em entrevista ao jornal O Globo, afirmou que os diretores do fundo haviam alterado os estatutos para ampliar seus mandatos por um ano e concluiu com acusações para lá de pesadas: "Isso é uma bandidagem completa! (...)

Melhor seria auditar o comportamento da ala do PMDB que quer controlar os R$ 6,3 bilhões do fundo. Mas sobre essa gente o senador Jarbas Vasconcelos já deu seu veredicto, na já famosa entrevista à Veja.

Postado por Eri Santos Castro às 13:18 0 comentários Links para esta postagem

Marcadores: política
47 entidades ligadas à luta da Reforma Agrária repudiam ministro

As 47 entidades da sociedade civil ligadas à luta pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, entre elas a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB), a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), divulgaram, neste final de semana, manifesto de repúdio ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, diante das suas declarações criminalizando os movimentos sociais, em especial o MST, assim beneficiando os latifundiários.

A concentração da terra nas mãos de poucos é um bonde em alta velocidade e sem controle na história brasileira. O ministro Gilmar Mendes errou, na medida que se posicionou a favor de uma classe, a dos grandes proprietários. Cabe prudência e impacialidade ao poder Judiciário.

Até o planalto repudia ministro

Assessores do Planalto consideraram inadequada a atitude do ministro. Qualificaram como descabido o fato de Mendes cobrar atos do Ministério Público, além de opinar fora dos autos.

Postado por Eri Santos Castro às 12:13 0 comentários Links para esta postagem

Marcadores: Agricultura, direitos humanos, Judiciário, política
Mais uma mansão, desta vez gente do Senado

Agaciel Maia, novo ordenador de despesas do Senado, portanto homem de confiança do senador José Sarney, registrou um imóvel no nome do irmão deputado, que nunca declarou o bem.

Agaciel diz que não pôs casa no nome dele porque estava com os bens indisponíveis devido ao escândalo da gráfica do Senado, em 1994. O diretor-geral e “homem do cofre” do Senado, Agaciel Maia, usou o irmão e deputado João Maia (PR-RN) para ocultar a propriedade de uma casa de R$ 5 milhões. O deputado também não declarou o imóvel à Receita nem à Justiça Eleitoral. Agaciel confirma a compra em nome do irmão, mas diz que sempre informou ao fisco a existência da casa.
Fonte: G1.

Foto: Lula Marques/Folha Imagem

Postado por Eri Santos Castro às 11:25 0 comentários Links para esta postagem

Marcadores: política
O neto do 'Homem da Capa Preta' no Senado

Apesar dos problemas com a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal, ex-prefeito e neto de Tenório Cavalcanti, o Homem da Capa Preta, conseguiu uma função comissionada no Sanado, graças a sua amizade com o presidente da casa e com o senador Heráclito Fortes (DEM-PI).

Quem foi o 'Homem da Capa Preta e sua Loudinha'?



Natalício Tenório Cavalcanti de Albuquerque, que se popularizou como Tenório Cavalcanti, nasceu em Quebrangulo, em Palmeira dos Índios, Alagoas, em 1906. Vinte anos depois, migrou para a Baixada Fluminense em busca de emprego. Após alguns bicos, tornou-se administrador de uma fazenda em Santa Cruz da Serra, em Duque de Caxias, e depois fiscal da Prefeitura de Nova Iguaçu. Adquiriu a fama de pistoleiro, chamado de O homem da Capa Preta, sob a qual sempre carregava a metralhadora batizada de Lurdinha. Envolveu-se com as tramas políticas da região, onde enriqueceu e se tornou poderoso e polêmico, após criar um eficiente sistema clientelista. As aspirações e os planos políticos de Cavalcanti chocavam-se com o das elites de Duque de Caxias.



Isso lhe rendeu diversos desafetos, muitos dos quais culminaram em atentados à vida dele e de familiares. A carreira política começou em 1936, quando se elegeu para a Câmara de Nova Iguaçu. Em 1950, chegou à Câmara dos Deputados novamente pela UDN, com a quarta maior votação estadual. Foi aí que ele incorporou definitivamente a imagem de líder carismático dos migrantes nordestinos, sempre empunhando sua metralhadora e envergando uma enigmática capa preta. Tenório morreu de pneumonia aos 82 anos, em 5 de maio de 1987. Inspirou o filme O Homem da Capa Preta, clássico do cinema brasileiro da década de 1980, dirigido em 1986 por Sérgio Rezende e protagonizado por José Wilker.

Com arquivo do Globo.

"Você vê as coisas como elas são e pergunta: por quê? Mas eu sonho com as

coisas que nunca foram e pergunto: por quê não?"-Bernard Shaw